terça-feira, 16 abr, 2024

PEs: o renascimento das relações de troca

 

Por Rodrigo Rocha*

 

Lá entre os séculos XI e XIV, quando a Europa despertava de um longo tempo sem comércio e interações, na transição do feudalismo para o renascimento, era difícil transitar entre uma vila e outra.

O senhor feudal com mais influência, com o passar do tempo se tornou o mais notório nobre e na sequência, rei local, controlando estes suseranos que emitiam cartas autorizando “trânsito livre” não somente para os mercadores, como também para demais transeuntes, que contribuíram para uma verdadeira revolução de costumes culturais, religiosos, científicos, de mobilidade social e assim por diante.

Tais cartas foram tendo utilidades práticas, como: poder de troca, chancela conforme nível de nobreza do emissor, prazos de validade, até mesmo status para seus detentores, e assim se chegando a uma abstração de valor dessas “letras de câmbio”, tal como os “utility tokens” e demais derivações modernas que estamos vivenciando e aprendendo a perceber valor aos seus usos.

A profusão desses instrumentos provavelmente despertou um consenso comum sobre a necessidade de se unificar as diversas “emissões desses tokens de papel timbrados”, dando origens a moedas – inicialmente locais, que conforme maturação e credibilidade, colaboraram na unificação de vilas, até chegarem à configuração de reinos, cada vez mais integrados.

Moedas refletem não apenas a força e a segurança das relações de trocas, como também o nível de Soberania de um ou mais locais unidos por Propósitos e interesses comuns.

Vale o comentário preditivo sobre a possibilidade bastante natural de, após diversas emissões em lotes de tokens com lastro no que um determinado APL (Arranjo Produtivo Local) é capaz de circular dentro e fora de seus ecossistemas diretos, finalmente se ter base de lastro para uma criptomoeda absolutamente calçada por esses diversos lotes preliminares, pulverizados entre os APLs atendidos, gerando suficiente liquidez e confiança.

Um poderoso elemento integrador deste neo-renascimento de relações de trocas são plataformas eletrônicas como a AGROVIVA, que tendem em estágios mais maduros, mediante suficiente tempo de adaptação, a promover bases sólidas de lastro, contralastro, laços contratuais, e premissas para a formação de preços justos e parâmetros de relações de usos e valores entre os bens e serviços entre toda a cadeia, preâmbulo imperativo para o lançamento com grande sucesso, de criptomoedas que de fato representem aqueles ecossistemas e suas relações com consumidores no Brasil e exterior.

 

*Rodrigo Rocha é sócio-diretor do grupo Videira Invest Empreendimentos

 

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