quinta-feira, 23 maio, 2024

Lula confunde Bolsonaro com Fernando Collor de Mello

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fala no Congresso
REUTERS

 

Agência Reuters e Claudio Fernandes

 

De volta de sua viagem à Europa, onde passou por Portugal e Espanha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursou nesta sexta-feira no Palácio do Planalto e, ao atacar novamente Jair Bolsonaro, atribuiu seu antecessor uma nova alcunha: “pescador de marajá”. Em 1989, Lula perdeu sua primeira disputa ao cargo de presidente para Fernando Collor de Mello, à época célebre por usar a seu favor o termo “Caçador de Marajás”.

“A mania que a sociedade brasileira tem de ser convencida a não gostar de política, a não acreditar em política, a achar que todo político é corrupto, que todo mundo que não é político é honesto, é o que leva esse país a ter eleito Jânio Quadros com uma vassourinha, é que leva o Bolsonaro [aqui em uma confusão com o ex-presidente Fernando Collor] a ser eleito pescando marajá. É que leva esse genocida, golpista, ser eleito presidente da República”, disse.

Em outro momento, Lula voltou a dizer que sindicalistas e outras pessoas deveriam procurar políticos nas suas casas para conversar e apresentar suas reivindicações.

“Outro dia eu falei uma coisa que alguém interpretou mal. Mas o deputado, senador, governador, tem casa. Então é muito melhor a gente montar um esquema de ir na casa das pessoas com muita educação. Aquela história de vir a Brasília fazer pressão já não cola mais. Porque quem está dentro do Congresso Nacional não ouve barulho lá fora”, disse.

A declaração que o presidente diz ter sido mal interpretada foi feita em abril de 2022, quando era ainda pré-candidato à Presidência. Em conversa com sindicalistas, Lula disse a eles que deveriam mapear as casas de deputados e senadores para ir, com grupo de 50 pessoas, “incomodar a sua tranquilidade”.

À época, parlamentares, especialmente bolsonaristas, reagiram mal à fala de Lula, com alguns ameaçando reagir armados no caso de serem procurados em casa. Dessa vez, Lula disse que quem tem reivindicações deve ir conversar e pedir a ajuda.

“Não precisa falar grosso, não precisa xingar ninguém, é apenas chegar próximo deles. Porque a forma de fazer protesto não resolve mais. Tudo que a gente precisa fazer passa pelo Congresso. Então vocês precisam aprender a conversar com deputado e senador”, afirmou.

Lula reclamou, ainda, das barreiras que foram criadas na avenida que leva, em Brasília, ao Palácio da Alvorada, e disse que já pediu para tirar. Antes livre, desde o governo de Michel Temer a entrada é bloqueada e só passa quem for autorizado pela segurança.

 

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