quarta-feira, 22 maio, 2024

Nova premiê italiana prevê tempos difíceis

REUTERS

Da Agência Reuters

Giorgia Meloni, a primeira mulher premiê da Itália, prometeu nesta terça-feira conduzir o país em alguns dos momentos mais difíceis desde a Segunda Guerra Mundial e manter o apoio à Ucrânia no conflito com a Rússia.

Com um tom combativo em seu discurso inaugural no Parlamento, Meloni disse que sua coalizão nacionalista de direita fará sua voz ser ouvida na Europa e enfatizou a oposição ao racismo e à discriminação.

A Itália continuará apoiando as sanções ocidentais contra o presidente russo, Vladimir Putin, apesar do aperto nas importações de gás de Moscou, disse Meloni durante um discurso que durou mais de uma hora.

“Ceder à chantagem de Putin sobre a energia não resolveria o problema, mas o exacerbaria ao abrir caminho para mais demandas e chantagens”, disse Meloni.

A líder do partido nacionalista Irmãos da Itália, de 45 anos, conquistou a vitória no mês passado como parte de uma coalizão eleitoral que incluía o Força Itália, liderado pelo ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi, e a Liga, de Matteo Salvini.

O governo é a administração mais à direita da Itália desde a Segunda Guerra Mundial, e antigos laços estreitos entre Moscou e Berlusconi e Salvini levantaram preocupações sobre sua política externa.

Meloni disse que seu governo oferecerá apoio financeiro a famílias e empresas atingidas pela crise de energia, alertando que o alto custo disso significa que seu governo pode ter que adiar algumas de suas promessas eleitorais mais caras.

“O contexto em que o governo terá que agir é muito complicado, talvez o mais difícil desde a Segunda Guerra Mundial”, afirmou ela, acrescentando que a economia pode afundar em recessão no próximo ano, enquanto luta contra a inflação crescente e as interrupções ligadas à pandemia de Covid-19 e a guerra na Ucrânia.

Sobre imigração, uma questão importante para seus apoiadores, ela disse que a Itália tentará barrar o contrabando de pessoas pelo Mediterrâneo e trabalhará com os governos da África para ajudar a deter os fluxos de imigrantes do continente.