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quinta-feira, 25 jul, 2024

ESPORTE

Prêmio Melhores do Ano coloca Artes Marciais no Olimpo

Prêmio
Foto: Niviane Carneiro

Oscar, Melhor do Mundo Fifa, Bola de Ouro, Laurell’s, Nobel, Grammy, etc.. Todo grande esporte, evento cultural ou científico tem o seu prêmio maior, o momento de consagração. Faltava o das lutas no Rio de Janeiro. Agora não falta mais. Quem esteve na Cidade das Artes na noite de segunda-feira (23/10) viu atletas atuais, revelações e personagens históricos do mundo das lutas viverem um dos dias mais emocionantes de suas carreiras e – porque não – vidas. O Prêmio Melhores do Ano nas Artes Marciais 2023, em sua primeira edição, no entanto contemplou, mais do que qualquer competidor, a própria história das lutas no Brasil.

Para que isso acontecesse, a impressão que ficou é que não faltou nada. Difícil lembrar de alguma arte que não foi lembrada, de algum atleta que não foi contemplado ou pelo menos citado. Apenas por amostragem, é possível citar José Aldo, Pedro Rizzo e Minotouro por suas colaborações ao MMA; Sueli Costa, Mestre Camisa e Mestre Hulk na Capoeira; Dedé Pederneiras e João Castello Branco no Jiu-Jitsu; Rosicleia Campos e Rudolf Hermanny no Judô; Eugênio Tadeu, Johill de Oliveira e Hugo Duarte na Luta Livre Esportivo.

“Esse evento é um sonho realizado depois de tantos anos de luta, literalmente. O que aconteceu na Cidade das Artes era inimaginável quando eu comecei e a gente brigava para se estabelecer dentro da luta. Então, o Prêmio é algo que nem nos meus melhores sonhos eu imaginaria acontecendo”, exaltou Dedé, faixa-coral de Jiu-Jitsu e um dos principais treinadores de MMA do mundo.

 

Prêmio

 

Emoção

 

Um dos pontos altos do evento foi a emocionante homenagem às lendas, que rendeu aplausos de pé para Geraldo Bernardes (Judô), Claudio Coelho (Boxe), Mestre Camisa (Capoeira), Mestre Martins (Capoeira) e João Alberto Barreto (Jiu-Jitsu).

 

Prêmio

 

“Estou com 81 anos, enfrentando um câncer e o Parkinson, mas apesar das doenças, sigo firme em prol do Judô. Até porque, pra mim não são doenças, e sim mais um adversário na minha frente, que eu vou dar porrada”, afirmou Geraldo Bernardes, levantando o público presente na Grande Sala da Cidade das Artes.

 

Rosicleia Campos

 

Responsável pelo treinamento de medalhistas olímpicos e mundiais e com duas décadas de trabalho à frente da seleção brasileira de judô, Rosicleia Campos também exaltou a importância do evento. Além disso, citou a importância do suporte familiar ao longo de toda a sua carreira.

“Achei super importante ter um evento desta magnitude. As lutas inegavelmente precisam desse holofote. Me senti muito honrada por ser lembrada dentro desse universo de tantas pessoas que estão militando nesse segmento. Me acho merecedora, sem falsa modéstia, por tudo que eu me dediquei e me dedico à modalidade judô. Durante 21 anos fui técnica da seleção brasileira feminina e sigo aqui no Flamengo fazendo essa retroalimentação para a seleção. Agora mesmo temos atletas em Abu Dabi, duas nos Jogos Pan-Americanos. Então continuo sendo uma engrenagem dessa máquina que é o judô brasileiro” celebrou.

“Preciso também ressaltar a importância do apoio familiar. Minha mãe, que faleceu recentemente, era minha fã número 1. Amante do esporte e torcedora incondicional. O Edmundo (dos Santos Silva, marido) é fundamental nos bastidores. Temos filhos de 10 anos e durante todo esse tempo o suporte dele é enorme. Passo fins de semana fora de casa, ele fica com as crianças Família dando essa estrutura para que eu consiga militar na área. Sempre com muito amor”, relatou.

 

Superação

 

Já no quesito “inspiração”, a premiação ficou com o faixa-preta Fernando Tererê, bicampeão mundial de Jiu-Jitsu e dono de uma verdadeira história de superação – que inclusive virou filme recentemente. Ele recebeu o troféu no palco ao lado de várias crianças do seu projeto social. “Estou muito satisfeito. Receber o prêmio junto com as crianças do projeto no palco, uma homenagem bonita dessa, só posso agradecer o reconhecimento”, disse um emocionado Tererê.

 

Prêmio

 

Idealizado pelo professor Fabrício Xavier, presidente do Sindilutas, e Marcos Castro, diretor da TATAME, com o apoio do vereador Marcelo Arar, Prefeitura do Rio e Secretaria de Esportes e Lazer do Município do Rio de Janeiro, o Prêmio Melhores do Ano nas Artes Marciais promete retornar em 2024, proporcionando uma noite de gala à altura que as artes marciais merecem na “Cidade Maravilhosa”.

 

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