terça-feira, 16 abr, 2024

Estoque de crédito no Brasil cai 0,3% em janeiro

IBC-Br
Agência Brasil

Da Tribuna da Imprensa

 

O Banco Central divulgou, na manhã desta segunda-feira, seu relatório mensal de estatísticas monetárias e de crédito. Nela destaca-se a queda de 0,3% do estoque total de crédito no Brasil caiu 0,3% em janeiro. O saldo do crédito do Sistema Financeiro Nacional (SFN) alcançou R$5,3 trilhões.

O volume de crédito para as empresas diminuiu 2,4% ao totalizar R$2,1 trilhões, enquanto para as famílias houve crescimento de 1,1%, atingindo R$3,2 trilhões. Na comparação interanual, o crédito total cresceu 13,6% em janeiro, ante 14,0% no mês anterior. Na mesma base de comparação, o saldo com as empresas desacelerou para 7,9%, ante 9,0% no mês anterior. Em sentido contrário, o volume de crédito às famílias cresceu 17,8% nos doze meses até janeiro, comparativamente a 17,7% em dezembro do ano anterior.

O volume das operações de crédito com recursos livres para pessoas jurídicas somou R$1,4 trilhão em janeiro, decréscimo de 3,5% no mês e expansão de 8,1% em doze meses, desacelerando em relação a dezembro do ano anterior, 10,1%. Esse resultado decorreu, principalmente, da diminuição sazonal das carteiras de desconto de duplicatas, 15,7%, e de antecipação de faturas de cartão de crédito, 10,2%.

O saldo do crédito com recursos livres às pessoas físicas totalizou R$1,8 trilhão em janeiro, mantendo a trajetória de elevação observada em meses anteriores, com incrementos de 1,1% no mês e de 17,6% em em relação a janeiro do ano anterior. Esse desempenho mostrou-se bastante disseminado entre as modalidades de crédito livre às pessoas físicas, com destaque para o crédito consignado para aposentados e pensionistas do INSS, 2,5%; crédito consignado para trabalhadores do setor público, 1,0%; cartão de crédito rotativo, 4,0%; crédito pessoal não consignado, 1,1%; e cheque especial, 9,0%.

O volume de crédito direcionado atingiu R$2,2 trilhões em janeiro, com expansão de 0,5% no mês e de 14,2% comparativamente ao mesmo período do ano anterior. O crédito direcionado às empresas diminuiu 0,3% no mês e cresceu 7,5% em doze meses, atingindo R$736,5 bilhões, enquanto o crédito direcionado às famílias totalizou R$1,4 trilhão, com avanço mensal de 1,0% e de 18,0% em doze meses.

As concessões nominais de crédito somaram R$466,7 bilhões em janeiro. Nas séries com ajuste sazonal, o fluxo de contratações cresceu 5,5% no mês, com elevações de 1,2% para pessoas jurídicas e de 7,3% nas com pessoas físicas. No desempenho interanual, as concessões nominais variaram 20,8% em janeiro, com incrementos de 18,8% nas contratações com empresas e 22,3% com as famílias.

O Indicador de Custo do Crédito (ICC), que mede o custo médio de todo o crédito do SFN, atingiu 21,9% a.a., elevando-se 0,4 p.p. no mês e 3,0 p.p. em 12 meses. No crédito livre não rotativo, o ICC situou-se em 28,2% a.a., estável em janeiro e alta de 3,2 p.p. em 12 meses. Apesar da diminuição de 0,3 p.p no mês, o spread geral do ICC. acumulou elevação interanual de 0,9 p.p.

A taxa média de juros das novas contratações realizadas em janeiro atingiu 31,2% a.a., com altas de 1,1 p.p. no mês e de 5,6 p.p. em doze meses. O spread bancário das novas contratações registrou elevou-se 1,2 p.p. no mês e 3,9 p.p. em doze meses, situando-se em 20,5 p.p.

Nas operações de crédito com recursos livres, a taxa média de juros atingiu 43,5% a.a. em janeiro, com avanços de 1,8 p.p. no mês e de 8,2 p.p. em doze meses. Nas contratações com as empresas, a taxa média de juros situou-se em 25,3% a.a. (+2,2 p.p. no mês e + 4,0 p.p. em doze meses), enquanto nas realizadas com as famílias, a taxa média de juros alcançou 56,6% a.a. (+1,2 p.p. no mês e + 10,3 p.p. em doze meses).

A inadimplência da carteira de crédito do SFN atingiu 3,2% em janeiro, alta mensal de 0,2 p.p. e interanual de 0,7 p.p. Esse movimento refletiu os incrementos mensais de 0,3 p.p. nas operações de crédito com recursos livre, para 4,5%, e de 0,1 p.p. nas de crédito direcionado, para 1,3%.

 

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